Proteína, pra que te quero?



Dentre os três nutrientes fornecedores de energia, a proteína é um deles (carboidratos e lipídeos são os outros dois). Apesar de não ter como função principal o fornecimento de energia, ela tem grande importância tanto para quem pratica quanto para quem não faz nenhum tipo de exercício físico. As proteínas são as estruturas que compõe os tecidos magros do corpo (músculos, pele, órgãos), e como eles se renovam constantemente, há a necessidade de ingestão regular deste nutriente. Elas estão presentes em maiores proporções nos alimentos de origem animal (carnes, ovos, peixes, leite, queijos, iogurtes) e em quantidades menores, mas também importantes, nos de origem vegetal (cereais, sementes, oleaginosas e leguminosas) e nos cogumelos. Durante a atividade física, não ocorre síntese de tecido muscular, ela ocorre no período de repouso. Por isso a importância não somente de se exercitar, mas de repousar com qualidade. Como dito no início do texto, mesmo não sendo seu papel principal, elas podem sim ser usadas como fonte de energia, e isso ocorre principalmente quando houver baixa ingestão de carboidratos na dieta ou em casos de atividades de longa duração e média intensidade (corridas de longa distância, por exemplo), nas quais os níveis de glicogênio – forma que o carboidrato é usado pelo corpo como combustível – decaem muito. Por isso, recomenda-se sempre uma dieta com um teor adequado em carboidratos tanto para indivíduos que querem ganhar ou perder peso. A falta deles pode não só dificultar a perda de gordura do corpo como também perder tecido muscular ou reduzir o potencial de ganho. O corpo precisa de glicose quando está se exercitando, e as gorduras não podem ser convertidas em glicose, daí a quebra do tecido muscular para que aminoácidos sejam convertidos em glicose. E ao contrário do que muitos imaginam, a queima de proteína de um atleta de atividade de resistência para o fornecimento de energia é maior do que em um atleta ou praticante de exercícios de força ou potência, pois o corpo do segundo, principalmente quando em um nível de treinamento mais avançado, utiliza muito pouca proteína como fonte de energia. Já a capacidade de retenção proteica para formação de tecido muscular é maior no segundo caso. Isso fica evidente quando observamos o tipo físico de um corredor de maratona (resistência) e de um halterofilista ou de um fisiculturista (força). Ambos tem necessidade de consumo significativo de proteínas, mas a forma com que treinam fará com que elas sejam utilizadas de maneira diferente. Então, tão importante quanto ingerir proteínas, é manter estável e suficiente a quantidade de carboidratos de acordo com o objetivo em relação ao peso. E a quantidade a ser ingerida pode e deve ser calculada de forma individual e prescrita por um nutricionista, para que não haja erros nem pelo excesso e nem pela falta deste nutriente. O nutricionista também pode identificar a necessidade de introduzir a suplementação, mas ela precisa ser feita de forma criteriosa, para não se exceder na quantidade e acabar gerando ganho de massa gorda, pois proteínas em excesso podem ser transformadas em gordura e acumuladas no corpo. Fonte: Folha da Mulher