Obesidade: Treinamento resistido pode ajudar?



Nas últimas décadas tem havido um rápido aumento no número de pessoas obesas, o que tornou a obesidade um problema de saúde pública, sendo que mais de 10 % da população é obesa. Esta doença é caracterizada pelo acumulo excessivo de gordura corporal, sendo consequência do balanço energético positivo e que acarreta repercussões à saúde, com perda importante na qualidade e no tempo de vida. Classifica a obesidade baseando-se no índice de massa corporal (IMC) definido pelo cálculo do peso corporal, em quilogramas, dividido pelo quadrado da altura, em metros quadrados (IMC=kg/h² (m). Para o tratamento da obesidade é necessário que o gasto energético seja maior que o consumo energético diário, o que nos faz pensar que uma simples redução na quantidade de comida através de dieta seja suficiente, no entanto, isso não é tão simples. Tem sido demonstrado que o melhor tratamento é a mudança no estilo de vida através de aumento de atividade física praticada e reeducação alimentar. Inúmeras pesquisas indicam que doenças cardiovasculares, renais, digestivas, diabetes mellitus, problemas hepáticos e ortopédicos estão associadas ao excesso de gordura corporal e a incidência dessas doenças é duas vezes mais alta entre homens obesos, e quatro vezes mais altos entre mulheres obesas, comparados à população não obesa. As pessoas com sobrepeso, ao se submeterem a exercícios mais intensos, como a corrida, podem sobrecarregar suas articulações, caso estas não estejam preparadas a suportar exercícios mais intensos e cíclicos, podendo gerar, entre outras doenças articulares, a osteoartrite nas mais diversas articulações, o que poderia causar dor, limitar a amplitude dos movimentos e reduzir o número de opções viáveis de exercícios. Indivíduos com sobrepeso representam um risco maior de desenvolver doenças ortopédicas. O treino de força (treino resistido) consiste em um método de treinamento que envolve a ação voluntária do músculo esquelético contra alguma forma externa de resistência, que pode ser provida pelo corpo, pesos livres ou máquinas. Aumentando a capacidade oxidativa e volume da célula muscular, estes são processos contínuos de adaptações, e tudo dependente de tipos de exercício, intensidade e duração dos estímulos para que possam ocorrer as melhoras na força. Para alcançar os benefícios no processo do treino resistido ocorrem adaptações provenientes do treinamento. Tais adaptações, neurais, relacionadas ao aprendizado, à coordenação e à capacidade de recrutamento das fibras (fator neural) têm papel importante no ganho de força, estes ganhos parecem resultar dos efeitos da prática do motor central, e adicionam as evidências existentes para a origem neural dos aumentos de força nas fases iniciais do treinamento, posterior e gradualmente após as adaptações ocorre a hipertrofia. A prática do treinamento de força parece ser um método de treinamento eficiente, tendo o intuito de fortalecer os músculos esqueléticos e assim diminuir o risco de lesões por impacto, bem como aumentar o gasto calórico . Fonte: Folha da Mulher