Dores na coluna podem ser solucionadas com atividade física regular



Nossa coluna vertebral pode ser dividida em cinco regiões: a mais superior (chamada de cervical) e, respectivamente, a torácica, lombar, sacral e, por fim, o cóccix. Na maioria das vezes, formam um conjunto de 33 vértebras, apresentando características especificas quanto a sua mobilidade e estrutura, e a presença de um disco intervertebral. Uma das principais características da coluna é possuir estruturas ósseas, por onde passam a medula espinhal e que dela ramificam-se os nervos que se espalham pelo corpo humano. O canal medular, por onde passa a medula espinhal, que tem origem no tronco cerebral em direção a região lombar. Da medula espinhal ramificam-se nervos, que passam através dos dois lados de cada vértebra, em uma região chamada de foramens vertebrais e então se distribuem para o corpo. A maior incidência de dores ocorre na região lombar, por se tratar de uma região com grande mobilidade, e atuante na grande parte dos movimentos do corpo humano, dentre eles, principalmente, levantamentos e rotações, além de ser a região que suporta o maior peso. Estudos apontam que mais de 50% da população adulta sofre ou irá sofrer de algum quadro de dor na região lombar. Dentre esses casos de dores, em torno de 1 a 3% requer algum tratamento operatório. Existem fatores de riscos, que aumentam a incidência de casos de dores na coluna, os principais são: Excesso de peso, sedentarismo, carregar peso de forma excessiva, cigarro, idade, falta de consciência corporal e desvios posturais. Como podemos notar, a atividade física mais uma vez se faz necessária para controle dos efeitos deletérios, uma vez que a prática regular oferece maior controle sobre o peso, força, resistência e flexibilidade do indivíduo. Existem vários exemplos de lesões de coluna, dentre elas, as principais são: Protusão discal, hérnias discais, espondilolistese, estenose, instabilidades definidas, artrose e fraturas. Cada exemplo destes requer cuidados específicos, e deve sempre haver acompanhamento médico, que será o responsável por diagnosticar, e indicar a melhor forma de tratamento. Casos mais avançados podem exigir um processo cirúrgico e tratamento fisioterapeuticos, em outros casos, melhora da força física, flexibilidade, postura, resistência e perda de peso devem ser acompanhados pelo profissional de educação física. Os sintomas mais comuns são dores, desvios posturais, rigidez, limitações de movimentos, crepitação e contraturas musculares. Fique atento a estes sintomas, e procure um médico para um melhor diagnóstico. Massagens, automedicação, e até mesmo a prática de exercícios mal orientados podem aliviar os sintomas temporariamente, mas nem sempre são as melhores opções quando não se tem um diagnóstico preciso. Lesões mais comuns, como uma protusão discal, podem evoluir para um quadro de hérnia discal, complicando ainda mais o tratamento, e aumentando os sintomas. Por isso, é importante haver o diagnóstico médico, antes de realizar qualquer tipo de atividade física orientada ou intervenção de outro profissional da saúde. Fonte: Folha da Mulher