Atividade física na gestação contribui com o bem-estar da futura mãe



Há uma grande dúvida se a atividade física é recomendada para gestantes. A prática de exercícios físicos na gestação ajuda na prevenção do aumento de peso, evitando problemas de saúde como: diabetes, pressão alta, obesidade entre outros. Manter a boa alimentação, conciliar atividade física (como a musculação) com o auxilio de um educador físico e a liberação do médico, proporciona benefícios positivos para a saúde da futura mãe. Para gestantes sem complicações obstétricas recomenda-se atividades de fortalecimento muscular que envolva os principais grupos musculares, sendo realizado em 2 ou mais dias por semana, reduzindo dores locais devido à sobrecarga corporal, ajudando na flexibilidade e menor tempo do trabalho de parto. Durante a prática da atividade física, devem-se evitar exercícios balísticos (saltos e balanços), extensão ou flexão máxima das articulações, exercícios bruscos e de rápida mudança de direção, controlando sempre a frequência cardíaca para que não ultrapasse 140 bpm. A prática de exercícios é recomendada após os 3 meses e a pausa pouco antes dos 8 meses, pela dificuldade da gestante em executar certos movimentos. Exercícios para gestantes no passado não era frequente, pois existia um grande medo de complicações durante a gravidez, mas com o passar do tempo foram mudando as opiniões sobre exercício na gestação. E hoje em dia está cada vez mais frequente a procura por atividade física com a indicação médica, buscando a prevenção de dores incômodas na gestação e melhora na qualidade de vida. Contraindicações relativas: anemia severa; arritmia cardíaca não avaliada; asma; diabetes pré-gestacional mal controlada; obesidade mórbida; muito baixo peso materno; estilo de vida totalmente sedentário; restrição de crescimento intrauterino; hipertensão arterial mal controlada; limitações ortopédicas; epilepsia mal controlada; hipertireoidismo mal controlado; tabagismo, entre outros. Contraindicações absolutas: cardiopatia com repercussão hemodinâmica grave; doença pulmonar restritiva; insuficiência cardíaca congestiva; gestação múltipla com risco de trabalho de parto prematuro; sangramento uterino; placenta prévia após 26 semanas de gestação; trabalho de parto prematuro; hipertensão induzida pela gravidez. Interrupção do exercício caso ocorra: sangramento vaginal; dispneia; tontura; cefaleia; dor torácica; fraqueza muscular; dor ou edema de panturrilhas (possibilidade de tromboflebite); diminuição da movimentação fetal; perda de liquido amniótico. O educador físico sempre deve estar informado sobre tudo que acontece com sua aluna gestante, atento às contraindicações e manter sempre o diálogo durante a execução dos exercícios, acompanhando a frequência cardíaca, desempenho dos movimentos, focando totalmente na saúde da mesma. Fonte: Folha da Mulher